O vereador Rafael Ranalli (PL) afirmou que um conteúdo considerado impróprio para crianças foi retirado dos livros da rede de educação básica de Cuiabá, após denúncia apresentada por ele nesta quinta-feira (28), na Câmara Municipal.
Embora seja uma obra de um artista importante, não era adequada para crianças de 5 e 6 anos
Segundo o parlamentar, crianças de cinco anos estariam tendo acesso a obra Le Rêve, de Pablo Picasso, que teria conotação sexual.
Em visita a uma escola da rede municipal de Cuiabá para verificar a denúncia, Ranalli constatou que a gestão do prefeito Abílio Brunini (PL) já havia determinou a retirada da página do livro didático que trazia a obra.
Na Escola Raimundo Conceição Pombo, no bairro Parque Cuiabá, a diretora Jovilany Gonçalves relatou que a ordem foi cumprida de imediato: “Acatamos de primeira e retiramos assim que recebemos a determinação”, afirmou.
Reprodução
A obra Le Rêve, de Pablo Picasso
Em vídeo publicado nas redes sociais, o secretário municipal de Educação, Amauri Monge, explicou que a imagem foi excluída de todos os materiais pedagógicos da rede.
“Detectamos o problema e não quisemos correr riscos. Embora seja uma obra de um artista importante, não era adequada para crianças de 5 e 6 anos. Pedimos a retirada e o caso está resolvido”, declarou Amauri .
Ranalli elogiou a rapidez da gestão. “Assim que soubemos da gravura, o secretário mandou arrancar dos livros. Vim aqui reconhecer e agradecer a postura firme da Secretaria”, disse o parlamentar.
O tema também repercutiu no Legislativo. Um projeto de autoria de Ranalli, que proíbe a utilização e distribuição de livros com conteúdo erótico nas escolas municipais, avançou após receber 21 votos favoráveis em plenário e derrubar parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
De acordo com a proposta, será considerado conteúdo erótico qualquer material com descrições ou imagens de caráter sexual, explícito ou implícito — incluindo palavrões, órgãos genitais, relações sexuais ou atos libidinosos em textos, imagens, áudios ou vídeos. A exceção é para materiais científicos e biológicos, desde que adequados à faixa etária dos alunos.
Ranalli também sugeriu que o prefeito Abílio Brunini crie uma comissão na Secretaria de Educação para revisar os livros e evitar a circulação de conteúdos ligados à sexualização infantil. Segundo o vereador, o objetivo é garantir um ambiente escolar seguro e pedagógico. Ele lembrou ainda que cidades como Londrina (PR) já aprovaram leis semelhantes.
Vídeo: