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DNA desvenda série de crimes: suspeito de feminicídios e estupros é preso em Cuiabá



Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos, apontado como autor de dois feminicídios e quatro estupros em série, foi preso na tarde desta sexta-feira (29.08) na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Conduzido à Delegacia de Homicídios, o suspeito chorava e negava veementemente as acusações, apesar das evidências genéticas que o ligam aos crimes.
“Eu não fiz nada, não. Eu não fiz nada. Não sei nem porque fui preso. Eu não sei. Vocês querem me f*der”, repetia Reyvan, visivelmente abalado, enquanto era escoltado algemado para dentro da delegacia. “Eu não fiz nada pra ninguém, não”, insistia.
A conexão dos crimes através do DNA
A prisão de Reyvan representa um avanço significativo nas investigações de casos que aterrorizaram a capital. Segundo a Polícia Civil, ele é o principal suspeito do feminicídio e estupro de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, cujo corpo foi encontrado na UFMT em 24 de julho. A morte de Solange, conforme o laudo pericial, ocorreu por asfixia decorrente de esganadura.
O elo crucial para a identificação do suspeito foi a análise de DNA. Vestígios biológicos encontrados no corpo de Solange e em uma bituca de cigarro deixada na cena do crime foram determinantes. Os exames periciais revelaram que o perfil genético masculino coletado no corpo de Solange possuía correspondência com outros três crimes não solucionados, registrados entre 2020 e 2022.
Um desses crimes é um feminicídio seguido de estupro ocorrido em 2020, no bairro Parque Ohara. Os outros dois são casos de estupro: um no bairro Tijucal em 2021 e outro no Jardim Leblon em 2022.
Inteligência e base de dados genéticos
A Unidade de Inteligência da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) desempenhou um papel fundamental na identificação. Após a inclusão do perfil genético de Reyvan no Banco de Perfis Genéticos – um procedimento que ocorreu devido a uma prisão anterior do suspeito por um dos estupros de 2021 –, foi possível cruzar as informações e confirmar a coincidência com as amostras encontradas nas cenas dos demais crimes.
A Politec explica que, inicialmente, seis suspeitos indicados pela Polícia Civil tiveram seus perfis genéticos comparados, mas todos os resultados foram negativos. Foi a inserção do DNA do agressor desconhecido no banco de dados que permitiu a ligação com casos anteriores onde Reyvan já havia sido investigado e seu perfil genético armazenado.
A captura de Reyvan da Silva Carvalho é um testemunho da eficácia do trabalho integrado das forças de segurança e da importância dos bancos de dados genéticos no combate a crimes de alta gravidade, trazendo à tona a verdade sobre uma série de eventos que geraram grande comoção na sociedade mato-grossense.
*Com informações do MidiaNews



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