Início GERAL Vídeo mostra prisão de estuprador em série: “Eu não fiz nada”

Vídeo mostra prisão de estuprador em série: “Eu não fiz nada”



Suspeito de dois feminicídios e quatro estupros em série, Reyvan da Silva Carvalho, de 26 anos, chegou na Delegacia de Homicídios chorando e negando que teria cometido os crimes. Ele foi preso na tarde desta sexta-feira (29), na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. 
 

Eu não fiz nada, não. Eu não fiz nada. Não sei nem porque fui preso

O homem, conforme a Polícia Civil, é suspeito do feminicídio e estupro de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, que foi encontrada morta na UFMT, no dia 24 de julho. Ele ainda é suspeito de ter cometido outro estupro seguido de feminicídio, em 2020, além de dois estupros em 2021 e 2022. 
 
“Eu não fiz nada, não. Eu não fiz nada. Não sei nem porque fui preso. Eu não sei. Vocês querem me f*der”, disse ele várias vezes, enquanto era conduzido, algemado, por um investigador da Polícia Civil para dentro da delegacia. “Eu não fiz nada pra ninguém, não”, continuou.
 
A prisão do criminosos ocorreu após ele ser identificado por meio de exames de DNA em vestígios biológicos encontrados no corpo de Solange e em uma bituca de cigarro que foi encontrada no local do crime. O laudo pericial elaborado sobre a vítima aponta ela foi morta por asfixia decorrente de esganadura.

 
Exame de DNA
 
Exames realizados em outras três vítimas de estupro e feminicídio ocorridos em no período de dois anos, identificaram Reyvan como sendo o mesmo homem que estuprou e matou Solange. Na ocasião, a Politec comparou o perfil genético dele com os perfis de seis suspeitos indicados pela Polícia Civil. Todos os resultados deram negativo para a identificação do agressor.
 
A partir de então, o perfil genético masculino coletado no corpo de Solange foi incluído no Banco de Perfis Genéticos, obtendo resultado coincidente para outros três crimes cometidos pelo mesmo homem, cuja identidade ainda era desconhecida.
 
Um destes foi um feminicídio e estupro cometido no ano de 2020, ocorrido no bairro Parque Ohara. O segundo foi um estupro ocorrido no ano de 2021 no bairro Tijucal. O terceiro, para um estupro cometido contra outra vítima, em 2022, no bairro Jardim Leblon.
 
Para auxiliar na busca e difusão das informações do suspeito, a Unidade de Inteligência da Politec foi acionada e durante as pesquisas em sistemas de segurança pública foi encontrado o nome do suspeito, que havia sido preso por ter cometido o estupro ocorrido no bairro Tijucal de 2021.
 
A Unidade de Inteligência da Politec explica que a ação tinha como objetivo transmitir a informação sobre o agressor comum confirmado pelo exame de perfil genético. Durante as buscas, descobriu-se que uma das vítimas já havia denunciado um suspeito, que, em decorrência de um outro caso, já havia passado por exames e, na ocasião, teve o perfil genético inserido no banco de dados da Politec.
 
Em nova análise, foi realizado o confronto deste suspeito com a amostra masculina do caso Solange e dos outros três casos, obtendo resultado positivo para a identificação do agressor. 
 
Veja o vídeo:
 

 



FONTE